Fiz um curso no Museu de Arte Contemporânea da USP com a professora Cláudia Fazzolari. Ela é incrível e as aulas foram excelentes.
Apesar do curso ser sobre arte contemporânea espanhola, que é o tema do mestrado e do doutorado e acredito que do pós doutorado da Cláudia também, o que mais me marcou foi que ela repetiu várias vezes que um esterótipo é uma verdade cansada. Ou seja, ainda que seja exagerado, repetitivo e batido, ainda é uma verdade.
Se você pensar bem, você mesmo se encaixa em algum estereótipo e algumas coisas sobre essa imagem casanda vão ser verdade em você. Isso é tão estranho... E tão verdadeiro...
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Roda Viva
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Se essa rua fosse minha
Desses sonhos de criança (como ficar trancado de noite no supermercado, comer quanto chocolate você quiser ou mandar beijinho no programa da Xuxa) eu queria ter um cinema. Se eu tivesse um, na última fileira não ia ter essas poltronas que levantam o braço, ia ter sofazinhos de dois lugares com almofadinhas.
Toda semana ia ter uma seção nostalgia, para passar uns filmes beeem antigos, que todo mundo já viu (ou devia) e que devem ser deliciosos de ver na telona. A seção ia ser em horários normais, não às 11 horas da segunda-feira, mas às 21 na sexta e no sábado. No meu cinema ia passar Meg Ryan tendo o orgasmo na cafeteria, Tom Hanks pulando na cama em "Quero ser grande", aliás, ia ter a semana Tom Hanks, para ele se apaixonar pela sereia, virar náufrago, ficar preso no terminal, mandar os emails mais fofos para a Meg Ryan em "Mensagem para você", tudo no meu cinema...
Podia ter a seção "Eles têm, mas não passam" só com filmes que a Globo tem mas não exibe. Não sei como eles não tem vergonha de ficar empurrando para as pessoas Steven Seagal ou Charles Bronson em mais um filme desnecessário e ridículo.
Eu ia passar filmes da Marilyn Monroe para as anoréxicas ficarem chocadas com o corpaço da moça. Era capaz de eu dar plantão na saída do cinema só para ouvir os comentários impressionados "ai com ela era gorda! você viu quando ela deitou na cama aquela bunda enorme! ela tinha barriga!".
Ia passar Chaplin. Ia passar Glauber Rocha, Lars Von Trier, Fernando Meirelles, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Stanley Kubrick e todos os filmes deles que eu vi e que eu não vi.
Ia passar todos os "Poderoso Chefão", todos "Máquina Mortífera", "Duro de Matar" e ia ser difícil de definir se o muso do cinema ia ser Mel Gibson ou Bruce Willis...
Ia ter uma caixinha "O que você quer ver?", para as pessoas dizerem o que querem ver no meu cinema. Mas filme dublado ia ser proibido. Só em seção infantil. Filmes do Didi feitos a partir da década de 90 também estão terminantemente proibidos. A mesma coisa vale para a Xuxa.
Eu ia fazer igual no CIC, em Florianópolis, ia decorar a sala com fotos antigas de atores, atrizes e posters e ia tocar música antes da seção, de preferência do mesmo país e da mesma época do filme que ia passar.
Eu ia incomodar a TV Cultura para fazer um festival com eles. Imagina entrar no cinema e assistir um episódio de "Glub-Glub" e um de "Cadê o Léo". Imagina que legal as crianças pararem um pouco de assistir esses desenhos que parecem mangá em 3D (aliás que saco esses desenhos novos que são todos em 3D) e onde tudo é luta e porrada e saírem de casa para assistir "Bambalalão" e "Rá-Tim-Bum".
Podia passar "Hoje é dia de Maria", "Capitu", e essas mini-séries que a Globo faz quando resolve mostrar que é foda...
Podia ter até gincana! As crianças jogando vídeo-game na telona. Pelo menos elas iam conhecer outras crianças, dava para fazer brincadeiras com bexiga, caça ao tesouro, tudo dentro do cinema...
Também ia ter uma seção para passar clipes legais... Thriller, da gloriosa época em que nosso amigo Michael ainda era black, Madonna e seu sutiã Gaultier. Os clipes dos White Stripes: "I just don´t know what to do with myself" (que está num post aí embaixo) com direção da Sofia Coppola e a striper é ninguém menos do que Kate Moss e "The hardest button to button" que foi dirigido pelo Michel Gondry (de Brilho eterno de uma mente sem lembranças) e imitado pelos Simpsons...
Cara, eu adoro meu cinema...
Toda semana ia ter uma seção nostalgia, para passar uns filmes beeem antigos, que todo mundo já viu (ou devia) e que devem ser deliciosos de ver na telona. A seção ia ser em horários normais, não às 11 horas da segunda-feira, mas às 21 na sexta e no sábado. No meu cinema ia passar Meg Ryan tendo o orgasmo na cafeteria, Tom Hanks pulando na cama em "Quero ser grande", aliás, ia ter a semana Tom Hanks, para ele se apaixonar pela sereia, virar náufrago, ficar preso no terminal, mandar os emails mais fofos para a Meg Ryan em "Mensagem para você", tudo no meu cinema...
Podia ter a seção "Eles têm, mas não passam" só com filmes que a Globo tem mas não exibe. Não sei como eles não tem vergonha de ficar empurrando para as pessoas Steven Seagal ou Charles Bronson em mais um filme desnecessário e ridículo.
Eu ia passar filmes da Marilyn Monroe para as anoréxicas ficarem chocadas com o corpaço da moça. Era capaz de eu dar plantão na saída do cinema só para ouvir os comentários impressionados "ai com ela era gorda! você viu quando ela deitou na cama aquela bunda enorme! ela tinha barriga!".
Ia passar Chaplin. Ia passar Glauber Rocha, Lars Von Trier, Fernando Meirelles, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Stanley Kubrick e todos os filmes deles que eu vi e que eu não vi.
Ia passar todos os "Poderoso Chefão", todos "Máquina Mortífera", "Duro de Matar" e ia ser difícil de definir se o muso do cinema ia ser Mel Gibson ou Bruce Willis...
Ia ter uma caixinha "O que você quer ver?", para as pessoas dizerem o que querem ver no meu cinema. Mas filme dublado ia ser proibido. Só em seção infantil. Filmes do Didi feitos a partir da década de 90 também estão terminantemente proibidos. A mesma coisa vale para a Xuxa.
Eu ia fazer igual no CIC, em Florianópolis, ia decorar a sala com fotos antigas de atores, atrizes e posters e ia tocar música antes da seção, de preferência do mesmo país e da mesma época do filme que ia passar.
Eu ia incomodar a TV Cultura para fazer um festival com eles. Imagina entrar no cinema e assistir um episódio de "Glub-Glub" e um de "Cadê o Léo". Imagina que legal as crianças pararem um pouco de assistir esses desenhos que parecem mangá em 3D (aliás que saco esses desenhos novos que são todos em 3D) e onde tudo é luta e porrada e saírem de casa para assistir "Bambalalão" e "Rá-Tim-Bum".
Podia passar "Hoje é dia de Maria", "Capitu", e essas mini-séries que a Globo faz quando resolve mostrar que é foda...
Podia ter até gincana! As crianças jogando vídeo-game na telona. Pelo menos elas iam conhecer outras crianças, dava para fazer brincadeiras com bexiga, caça ao tesouro, tudo dentro do cinema...
Também ia ter uma seção para passar clipes legais... Thriller, da gloriosa época em que nosso amigo Michael ainda era black, Madonna e seu sutiã Gaultier. Os clipes dos White Stripes: "I just don´t know what to do with myself" (que está num post aí embaixo) com direção da Sofia Coppola e a striper é ninguém menos do que Kate Moss e "The hardest button to button" que foi dirigido pelo Michel Gondry (de Brilho eterno de uma mente sem lembranças) e imitado pelos Simpsons...
Cara, eu adoro meu cinema...
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Querido diploma
"Para a X, o setor Y representa um importante foco de investimento da empresa, pois as perspectivas de melhoria do mercado são grandes. “Trata-se de uma área da indústria que estão com grandes projetos previstos, com investimentos surgindo da área privada e estatal. É nossa intenção manter o nosso nome presente neste setor de mercado para sermos participarmos dos potenciais negócios que surgirão”, disse Fulano de Tal, Gestor de Marketing Grupo X. “Realizamos grandes investimentos em ações de marketing este ano. Nossa expectativa é grande sobre resultados dessa exposição”, completa."
Ninguém precisa de diploma para ser jornalista. Todo mundo sabe escrever, todo mundo sabe o que deveria ter um texto jornalístico. Alguém poderia me explicar então porque eu recebo toda semana releases como esse aí em cima, que mais parecem o jogo dos 7 erros ou redação escolar do que um texto para publicação.
"Eu tenho uma bola. A minha bola é azul. A minha bola é coloridas. As minhas bola para sermos participarmos de jogo."
Ta aí. Vou publicar.
Ninguém precisa de diploma para ser jornalista. Todo mundo sabe escrever, todo mundo sabe o que deveria ter um texto jornalístico. Alguém poderia me explicar então porque eu recebo toda semana releases como esse aí em cima, que mais parecem o jogo dos 7 erros ou redação escolar do que um texto para publicação.
"Eu tenho uma bola. A minha bola é azul. A minha bola é coloridas. As minhas bola para sermos participarmos de jogo."
Ta aí. Vou publicar.
Domingo, 21 de Junho de 2009
Ah, pois é...
E daí ele me disse: Você fez tudo errado. A gente dá, depois recebe. Se ele estava tentando te dar e você não soube receber, agora o seu esforço precisa ser maior. Se você queria segurança devia ter dado segurança e você não deu.
Pois é... Essas coisas a gente só ouve dos amigos.
Pois é... Essas coisas a gente só ouve dos amigos.
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
O indivíduo
Fui chamada de individualista.
Fui chamada de individualista por uma mulher que diz que só não se separa do marido porque ele ganha pouco e não ia poder sustentá-la.
Fui chamada de individualista e concordei.
Fui chamada de individualista e concordei porque eu não consigo me achar parte de um grupo.
De nenhum grupo, talvez...
Não que eu não faça parte, mas eu não me vejo assim. Se as coisas vão mal eu me foco em mim. E ainda assim é tão difícil...
Fui chamada de individualista por uma mulher que diz que só não se separa do marido porque ele ganha pouco e não ia poder sustentá-la.
Fui chamada de individualista e concordei.
Fui chamada de individualista e concordei porque eu não consigo me achar parte de um grupo.
De nenhum grupo, talvez...
Não que eu não faça parte, mas eu não me vejo assim. Se as coisas vão mal eu me foco em mim. E ainda assim é tão difícil...
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Minas
Demora não, boba, é rapidim.
20 e tantas igrejas em sabe-se lá quantas cidades...
Congonhas do Campo, Ouro Branco, Mariana, Ouro Preto, Sabará, São João Del Rey, Tiradentes.
Pedra molhada escorrega igual quiabo.
Um frio de rachar mamona...
Barroco e rococó. Beleza para dar e vender.
20 e tantas igrejas em sabe-se lá quantas cidades...
Congonhas do Campo, Ouro Branco, Mariana, Ouro Preto, Sabará, São João Del Rey, Tiradentes.
Pedra molhada escorrega igual quiabo.
Um frio de rachar mamona...
Barroco e rococó. Beleza para dar e vender.
Sábado, 6 de Junho de 2009
Trilha sonora
Elas entram no meu carro e 10 segundos depois Tim começa: Vou pedir para você voltar...
Eu adoro.
Eu adoro.
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
I just don´t know
Em muitos momentos na vida a gente não sabe o que fazer. Não sabe que rumo tomar, que escolha fazer.
O ser humano tem o sério problema de fingir que não é um animal. A gente passa a vida se digladiando com essa informação. Desde criança, quando percebe que um dia vai morrer, se desespera, fica buscando um sentido na vida, na morte, em teorias sobre vidas passadas...
Toda vez que estou diante de uma obra de arte abstrata com alguém, a pessoa fica procurando figuras ou um significado na obra. Ao invés de só admirar a impressão que ela passa e sentir a obra, na sensação ou sentimento que ela causa, tenta buscar ali algo que possa ser traduzido numa coisa simples, mundana, óbvia. Uma mancha que pareça um cachorro. Outra que parece uma árvore. Nada disso tem importância. É isso que a gente tenta fazer com a vida quando busca sentido nela: corre atrás do próprio rabo.
Quem não pensa sobre isso se esconde dessa realidade, dessa condição humana. As fugas são variadas. Há quem trabalhe como se a vida dependesse disso, sem pensar que não leva nada dali além do salário no fim do mês e ignora que o mundo é muito mais do que isso ou ainda quem se distrai passando a vida em busca de ideais vazios: ter o corpo perfeito, ser famoso, ficar rico, ter poder.
Nada disso tem valor algum para mim. Sobra no meu peito a vontade de amar. De encontrar no amor, nos vários formatos que ele pode assumir, a razão para achar que o mundo tem sentido. Essa é a minha razão para ser feliz, mesmo achando que a vida não tem sentido, nem direção definida, o amor é razão suficiente.
Caminho a gente faz ao caminhar e, meu deus, como é difícil seguir em frente. Fica mais difícil ainda quando amor consegue ser uma coisa tão complicada. Era para ser simples... Era para ser felicidade. Era para ser sorvete com amêndoas e domingo de mãos dadas no parque, mas quase nunca é. Amor é dúvida, espaços em branco, mal-entendidos, telefones que não tocam e corações partidos, que não entendem, não se entendem, nada sabem de coisa nenhuma além do que sentem (quando sabem o que sentem, claro).
É imenso e óbvio o que eu sinto quando amo alguém. Acho que vou ser capaz a vida inteira de amar com a paixão estúpida que eu era capaz de sentir quando adolescente, e no fundo não consigo me censurar por isso. Mas, por outro lado, gato escaldado tem medo de água fria. A gente ama a primeira vez, acredita que esse amor vai durar a vida inteira e quando tudo termina não sabe o que faz consigo mesmo. Perde o chão, perde o sentido, perde a alegria, mas ganha a compreensão de que, por mais que doa, uma hora passa.
Não sei se isso é uma coisa boa ou ruim. Saber que você é capaz de superar o fim de um amor enfraquece o seu apego com o próximo amor. O primeiro é sempre o primeiro e só existe um.
Amor resolve todos os problemas. Estar junto de quem a gente ama é remédio para todos os males do mundo, mas o mundo inteiro pode ser problema quando a gente não é correspondido.
Quando falta amor a distância é problema, dinheiro é problema, tempo é problema. Todas essas coisas são detalhes, mas, quando o amor é pouco, ele é mesquinho, errado, feio.
Amar dói. Dói mais do que qualquer outra coisa na vida. As maiores dores são dores de amor e o mais terrível é que amor é um vício. Para arrancar um amor do peito cada um tem a sua tática, a sua dica, mas é como tentar parar de fumar: muitos tentam, poucos conseguem.
Amor devia ser felicidade. Me desconcerta quando não é. De tantas coisas que eu sei, de tantas teorias que eu sou capaz de criar e de tantas experiências que eu já vivi e presenciei, nada me vale. I just don´t know what to do with myself.
Domingo, 31 de Maio de 2009
Ideologia
Duas versões, as duas de Carl Sandburg:
I am an idealist. I don't know where I'm going, but I'm on my way.
I am an idealist. I believe in everything - I am only looking for proofs.
I am an idealist. I don't know where I'm going, but I'm on my way.
I am an idealist. I believe in everything - I am only looking for proofs.
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
O tempo passa, o tempo voa...
Não, não é um post sobre a poupança Bamerindus. É um post sobre velhice.
Sabe como você percebe que está ficando velho?
Primeiro as pessoas famosas de repente são mais novas que você. Não tô falando de boys band, porque daí era covardia.
Scarlett Johansson, por exemplo, é mais nova que eu. A mulher é queridinha do Woody Allen, fez uma pá de filme e é mais nova que eu. De repente você só pensa "ah, ela que é precoce", mas no fundo não é bem isso...
Se eu fosse uma índia (índio mesmo, não desses que usam havaiana) a essa altura do campeonato já teria tido uns 10 filhos. Se eu fosse uma índia ia ter passado por vários partos sem anestesia, talvez meu esposo índio tivesse morrido numa batalha pelo melhor campo de batatas ou tivesse sido comido pelos Tupinambás. Vários dos meus filhos iam ter morrido por falta de antibiótico e eu ia lidar com essas informações todas e ia achar normal, mas eu não acho.
Acho bizarra a idéia de ficar grávida. E um monte de gente fica e não percebe o quanto é non-sense de repente você engordar 20 quilos, uma pessoa crescer dentro de você e mais de repente ainda ela sai de dentro de você e todo mundo espera que, instantaneamente, você ame aquele ser quando hello, vocês acabaram de se conhecer.
Mas até aí, eu olhava como uma coisa totalmente distante de mim. Só que todos meus amigos estão casando ou falando em se casar ou pensando em criar clubes neo-hippies de amor livre como uma forma de tornar a vida dos futuros encalhados mais interessante...
Com a minha idade meu pai estava casado e tinha um filho. Minha mãe estava quase casando. Mas era outra época, blábláblá.
O fato é que a minha lista de ex-namorados não parou de crescer nos últimos anos (processo lento, mas contínuo) e quando eu encontro com minhas amigas que namoram o mesmo cara desde a época em que eu comecei a namorar pela primeira vez, eis que faz quase 8 anos que esse namoro está durando e elas estão procurando apartamentos e falando que eu vou ser madrinha e eu só penso "nossa, que coisa louca". Mas a verdade é que não é mais louco elas casarem agora do que seria ter casado com o primeiro cara que eu namorei. Na verdade seria muito menos louco casar com o primeiro cara que eu namorei do que com o segundo, mas isso é outra história.
Acho que a questão é que a gente fica sujeito a uma certa programação social. Você está na universidade, está estudando, então não pode casar, tem que esperar a faculdade terminar. Para quê? Por quê? Nenhum motivo realmente plausível. É assim, isso é senso comum, então não se questiona o motivo.
A verdade é que é isso que esperam de você e pronto. Ninguém quer saber se você achou uma pessoa que realmente valha a pena ou se está no seu projeto de vida se casar. Ninguém pensa que talvez não esteja. Só te cobram. Querem que você se case e ponto final. Conheço pessoas tão felizes que não se casaram. Gente que resolveu namorar ou ficar sozinho, e é feliz assim.
Engraçado que as pessoas acham que no Brasil todo mundo é liberal, que as pessoas não tem preconceitos. Experimente dizer numa roda de amigos ou, pior ainda, de parentes "eu não vou me casar. Acho absurdo a ideia de ficar com alguém o resto da vida e imaginar que isso pode dar certo". É capaz de voar alguma coisa na sua cabeça, tamanha a revolta das pessoas. Mais polêmico ainda dizer que não quer ter filhos. "Mas você tem uns olhos tão lindos, imagina um bebê com os seus olhos". Já ouvi isso várias vezes e acho que é uma coisa tão absurda... Vou ter uma dúzia de filhos só porque eu tenho olhos claros, para ver as nuances de azul dos olhos de cada um... Ah, me poupe! Me economize, que minha mãe me comprou um creme anti-rugas esses dias.
Eu estou ficando velha...
Sabe como você percebe que está ficando velho?
Primeiro as pessoas famosas de repente são mais novas que você. Não tô falando de boys band, porque daí era covardia.
Scarlett Johansson, por exemplo, é mais nova que eu. A mulher é queridinha do Woody Allen, fez uma pá de filme e é mais nova que eu. De repente você só pensa "ah, ela que é precoce", mas no fundo não é bem isso...
Se eu fosse uma índia (índio mesmo, não desses que usam havaiana) a essa altura do campeonato já teria tido uns 10 filhos. Se eu fosse uma índia ia ter passado por vários partos sem anestesia, talvez meu esposo índio tivesse morrido numa batalha pelo melhor campo de batatas ou tivesse sido comido pelos Tupinambás. Vários dos meus filhos iam ter morrido por falta de antibiótico e eu ia lidar com essas informações todas e ia achar normal, mas eu não acho.
Acho bizarra a idéia de ficar grávida. E um monte de gente fica e não percebe o quanto é non-sense de repente você engordar 20 quilos, uma pessoa crescer dentro de você e mais de repente ainda ela sai de dentro de você e todo mundo espera que, instantaneamente, você ame aquele ser quando hello, vocês acabaram de se conhecer.
Mas até aí, eu olhava como uma coisa totalmente distante de mim. Só que todos meus amigos estão casando ou falando em se casar ou pensando em criar clubes neo-hippies de amor livre como uma forma de tornar a vida dos futuros encalhados mais interessante...
Com a minha idade meu pai estava casado e tinha um filho. Minha mãe estava quase casando. Mas era outra época, blábláblá.
O fato é que a minha lista de ex-namorados não parou de crescer nos últimos anos (processo lento, mas contínuo) e quando eu encontro com minhas amigas que namoram o mesmo cara desde a época em que eu comecei a namorar pela primeira vez, eis que faz quase 8 anos que esse namoro está durando e elas estão procurando apartamentos e falando que eu vou ser madrinha e eu só penso "nossa, que coisa louca". Mas a verdade é que não é mais louco elas casarem agora do que seria ter casado com o primeiro cara que eu namorei. Na verdade seria muito menos louco casar com o primeiro cara que eu namorei do que com o segundo, mas isso é outra história.
Acho que a questão é que a gente fica sujeito a uma certa programação social. Você está na universidade, está estudando, então não pode casar, tem que esperar a faculdade terminar. Para quê? Por quê? Nenhum motivo realmente plausível. É assim, isso é senso comum, então não se questiona o motivo.
A verdade é que é isso que esperam de você e pronto. Ninguém quer saber se você achou uma pessoa que realmente valha a pena ou se está no seu projeto de vida se casar. Ninguém pensa que talvez não esteja. Só te cobram. Querem que você se case e ponto final. Conheço pessoas tão felizes que não se casaram. Gente que resolveu namorar ou ficar sozinho, e é feliz assim.
Engraçado que as pessoas acham que no Brasil todo mundo é liberal, que as pessoas não tem preconceitos. Experimente dizer numa roda de amigos ou, pior ainda, de parentes "eu não vou me casar. Acho absurdo a ideia de ficar com alguém o resto da vida e imaginar que isso pode dar certo". É capaz de voar alguma coisa na sua cabeça, tamanha a revolta das pessoas. Mais polêmico ainda dizer que não quer ter filhos. "Mas você tem uns olhos tão lindos, imagina um bebê com os seus olhos". Já ouvi isso várias vezes e acho que é uma coisa tão absurda... Vou ter uma dúzia de filhos só porque eu tenho olhos claros, para ver as nuances de azul dos olhos de cada um... Ah, me poupe! Me economize, que minha mãe me comprou um creme anti-rugas esses dias.
Eu estou ficando velha...
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Filosofia hormonal
"Quando eu estou com TPM eu páro e me concentro: nada disso que eu estou pensando faz sentido, é a TPM."
Essa frase não é minha e a identidade da autora frase será mantida em segredo. (Mas bem que essa frase devia ser minha...)
Essa frase não é minha e a identidade da autora frase será mantida em segredo. (Mas bem que essa frase devia ser minha...)
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Don´t worry
Já prestou atenção, mas muita atenção mesmo, naquela música do Bob que chama "Tree little birds"?
Don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right
Eu nunca tinha parado para pensar nisso de verdade até que eu assisti "Eu sou a lenda" com o Will Smith e fiquei pensando que realmente é uma sacada muito foda.
Tirando a carga que já vem associada com essa música, e que está associada com pessoas que não ligam para as coisas, que simplesmente não se importam, na verdade ela vai bem além disso.
Eu me preocupo demais. Todo mundo se preocupa demais. A gente se perde em conjecturas, fica se estressando quando na verdade se você relaxar, prestar atenção nos passarinhos que amanheceram na frente da sua porta, no sol nascendo, num monte de coisas boas que ainda existem quando você está com algum problema, talvez fique até mais fácil de enxergar a solução.
É um mantra.
No fim dá tudo certo. E sempre dá mesmo. Então don´t worry, preste atenção na mensagem dos passarinhos, naquilo que o mundo está tentando te dizer e calma, que no fim dá tudo certo. De um jeito ou de outro sempre dá.
Sempre que eu não consegui exatamente o que eu queria aprendi muito mais e ganhei muito mais do que se tivesse conseguido o que eu queria na hora em que eu queria.
Continuo querendo o que eu quero, na hora em que eu quero, mas estou fazendo um esforço muito grande para levantar de manhã e me dar conta dos dias lindos que está fazendo aqui em SP. Percebi que de manhã entra uma luz linda no banheiro e na varanda, que faz acordar relativamente cedo muito gostoso. Daí eu posso ir escrever (leia-se trabalhar), posso ir desenhar, posso ir pra natação. Enfim, de todas as minhas atividades não tem nenhuma que eu não goste e isso é tão bom...
No domingo fui no Museu Afro, lá no Ibirapuera, para desenhar. Lá pelas tantas um menino de uns 3 anos parou do meu lado com o pai e ficou me assistindo. Eu perguntei se ele queria uma folha e ele disse que sim. Dei umas folhas e um pedaço de carvão na mão dele e ele sentou no chão e começou a desenhar. Depois a mãe dele veio para perto da gente também e ele ficou explicando para ela que tinha desenhado um menino e que o cabelo dele estava mexendo com o vento.
Claro que não dava para ver cabelo nenhum mexendo lá, mas criança é tão massa... A única preocupação dele era curtir o momento ali. E ele sentou no chão e pegou aquele carvão e se entregou para aquilo. Depois ele disse que o desenho que ele tinha feito era meu porque eu que dei as coisas para ele desenhar e eu falei que o desenho era dele. Ele ficou pasmo. E na verdade ele fez meu dia muito melhor.
Então se você está se estressando, as coisas não estão acontecendo como a sua mente paranóica (ou a minha) planejaram, respira fundo, olha para o céu, ouve a chuva na hora de ir dormir (ai como eu amo dormir com chuvinha...) e:
Don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right
This is my message to you u u.
Don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right
Eu nunca tinha parado para pensar nisso de verdade até que eu assisti "Eu sou a lenda" com o Will Smith e fiquei pensando que realmente é uma sacada muito foda.
Tirando a carga que já vem associada com essa música, e que está associada com pessoas que não ligam para as coisas, que simplesmente não se importam, na verdade ela vai bem além disso.
Eu me preocupo demais. Todo mundo se preocupa demais. A gente se perde em conjecturas, fica se estressando quando na verdade se você relaxar, prestar atenção nos passarinhos que amanheceram na frente da sua porta, no sol nascendo, num monte de coisas boas que ainda existem quando você está com algum problema, talvez fique até mais fácil de enxergar a solução.
É um mantra.
No fim dá tudo certo. E sempre dá mesmo. Então don´t worry, preste atenção na mensagem dos passarinhos, naquilo que o mundo está tentando te dizer e calma, que no fim dá tudo certo. De um jeito ou de outro sempre dá.
Sempre que eu não consegui exatamente o que eu queria aprendi muito mais e ganhei muito mais do que se tivesse conseguido o que eu queria na hora em que eu queria.
Continuo querendo o que eu quero, na hora em que eu quero, mas estou fazendo um esforço muito grande para levantar de manhã e me dar conta dos dias lindos que está fazendo aqui em SP. Percebi que de manhã entra uma luz linda no banheiro e na varanda, que faz acordar relativamente cedo muito gostoso. Daí eu posso ir escrever (leia-se trabalhar), posso ir desenhar, posso ir pra natação. Enfim, de todas as minhas atividades não tem nenhuma que eu não goste e isso é tão bom...
No domingo fui no Museu Afro, lá no Ibirapuera, para desenhar. Lá pelas tantas um menino de uns 3 anos parou do meu lado com o pai e ficou me assistindo. Eu perguntei se ele queria uma folha e ele disse que sim. Dei umas folhas e um pedaço de carvão na mão dele e ele sentou no chão e começou a desenhar. Depois a mãe dele veio para perto da gente também e ele ficou explicando para ela que tinha desenhado um menino e que o cabelo dele estava mexendo com o vento.
Claro que não dava para ver cabelo nenhum mexendo lá, mas criança é tão massa... A única preocupação dele era curtir o momento ali. E ele sentou no chão e pegou aquele carvão e se entregou para aquilo. Depois ele disse que o desenho que ele tinha feito era meu porque eu que dei as coisas para ele desenhar e eu falei que o desenho era dele. Ele ficou pasmo. E na verdade ele fez meu dia muito melhor.
Então se você está se estressando, as coisas não estão acontecendo como a sua mente paranóica (ou a minha) planejaram, respira fundo, olha para o céu, ouve a chuva na hora de ir dormir (ai como eu amo dormir com chuvinha...) e:
Don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right
This is my message to you u u.
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